Bonecos de Bexiga

Bonecos de Bexiga

Oba… mais uma brincadeira para se fazer junto com a criançada. E que criança não gosta de criar??? Essa é a hora, vamos aos materiais necessários.

MATERIAIS

  • Bexigas
  • Farinha de trigo, amido de milho ou talco
  • Lã, barbante, linha ou fita de cetim
  • 1 garrafa Pet
  • 1 funil
  • 1 vasilha
  • Tesoura
  • Caneta permanente

MODO DE FAZER

Para fazer um boneco: Pegue duas bexigas e coloque uma dentro da outra com ajuda de um cabo de pincel ou lápis. Agora, com ajuda do funil, coloque dentro da garrafa Pet 6 colheres bem cheia de farinha, amido de milho ou de talco. O próximo passo é encaixar a bexiga na boca da garrafa, vire a garrafa para baixo e vai colocando o pó dentro da bexiga aos poucos e tirando o ar de dentro dela. Quando o pó já estiver todo dentro da bexiga, tire a garrafa e vá apertando ela até remover o máximo de ar possível. Dê um nó fechando-a para que o pó não saia.

Com a lã, barbante, linha ou fita de cetim enrole pelo menos 30 voltas na mão, retire e amarre o centro, ficando como um laço, agora corte nas extremidades (volta do laço) para fazer o cabelo. Com as pontas que sobraram, amarre o cabelo no seu boneco. Use a caneta permanente para desenhar os olhos, nariz e boca.

DICA: Faça quantos bonecos quiser. Coloque fios coloridos para o cabelo ficar divertido. Use diversas formas de carinhas para expressar o humor do seu boneco. Os bonecos podem ser moldados com as mãos e deixá-los como quiser. A diversão é garantida!!!

Créditos (foto): blog.xalingo.com.br

Tinta Caseira e Comestível

Pintar é sensacional, para as crianças então, é uma atividade mágica, onde se pode criar, colorir e se sujar. E para as crianças pequenas que muitas vezes podem colocar na boca, como poderia se fazer? Não deixá-las experimentar essa atividade espetacular? Ah, pois existe uma solução. Pode-se deixar as crianças menores participarem da brincadeira sem se preocupar caso elas venham experimentar um pouquinho de tinta. A TINTA CASEIRA COMESTÍVEL.

Separei algumas receitas que podemos desenvolver uma tinta comestível com ingredientes que possuímos em casa. Vamos as receitas.

RECEITA 1

  • 1 copo de água
  • 1 colher de amido de milho
  • Corantes Alimentícios

RECEITA 2

  • 10g de farinha de trigo
  • 25ml de água
  • Corante Alimentício

RECEITA 3

  • Iogurte
  • Corante Alimentício

RECEITA 4

  • Água
  • Corante Alimentício

MODO DE PREPARO

Em cada receita é importante misturar todos os ingredientes. Acrescente aos poucos o corante alimentício para obter a cor desejada. Na ultima receita (RECEITA 4) é necessário congelar a mistura colocando em forminhas com as cores separadas e utilizá-las apos a mistura estar congelada para obter as tintas.

DICAS: Utilize corantes naturais. Em pó: canela, colorau, café, chocolate, chá, açúcar, etc. / Frutas: morango, tomate, amora, manga, framboesa, etc. / Legumes ou folhas: cenoura, repolho roxo, espinafre, beterraba, pimentão, salsinha, etc.

Tabela de cores e ingredientes naturais

Créditos (foto): greenme.com.br

O amor que nossos filhos precisam

Por Débora Maciel – Psicoterapeuta

Quando o bebê nasce ele precisa de cuidados, amor, atenção. Ele demanda bastante energia dessa mãe ou do cuidador. Neste momento é muito importante que esta pessoa responsável por este pequeno ser, venha abrir mão de si mesma para estar com ele quando ele precisar, quando solicitar. O bebê, no primeiro momento, tem esta mãe como continuidade dele, ou seja, o seio que o amamenta é ele e não o outro ser. Ele não consegue perceber ainda a existência do outro. Ele passou nove meses dentro da barriga, sem precisar procurar alimento, sem sentir frio ou fome, cólica ou insatisfação e agora se vê precisando chorar para que o alimento possa surgir, para que alguém possa aparecer e satisfazer uma necessidade que ele nem sabia que existia. E ele só precisa ser acolhido, precisa de alguém que possa olhar para ele como um ser único e mais importante do que qualquer outra coisa.

Esta mãe abre mão de dormir, de comer e muitas vezes de cuidar de si para estar presente para seu bebê, que agora clama por ela. Ele precisa dela e ela abre mão do seu narcisismo para suprir a necessidade real do bebê. Satisfazendo seu narcisismo primário para que ele possa ser uma pessoa melhor no futuro.

Ela quer o bem do seu bebê, mas ela também sente a necessidade de ser cuidada e vista neste momento tão importante, tão solitário e tão exigido. É neste momento que o pai vai iniciar seu contato com o bebê, se tornando um apoio para esta mãe, estando ali presente para ela, para a mãe, sendo sua companhia, sendo uma mão para ajudá-la, estar ali quando ela precisar de amparo, o que ela vai precisar e muito, para que ela possa respirar e se fortalecer (se nutrir) para retomar a longa jornada de ser mãe de um bebê recém-nascido.

Já dizia Jesus, “ame seu próximo como a ti mesmo”. Para eu amar o outro eu preciso me amar, e amar vai além de me olhar no espelho e cuidar do meu exterior, esse amor precisa vir de dentro, eu preciso sentir amor por mim internamente, para poder expandir esse amor para o outro. Com os filhos é a mesma coisa, eu não consigo dar aquilo que não tenho, eu não vou conseguir dar amor, cuidar, alimentar se eu não tenho isso comigo mesma. Quando olho para mim com olhar de amor, respeito e cuidado, posso fazer isso com meu filho também. Vamos dizer que para que tudo aconteça é preciso que parta de mim, de dentro de mim mesma. O pós-parto pode ser muito intenso e tudo pode parecer perdido no começo, mas eu preciso ter um apoio para conseguir ver a luz, para conseguir desempenhar a maternidade que meu filho precisa. Eu preciso ter alguém, uma rede de apoio para que eu possa proporcionar esse olhar para mim e estendê-lo por consequência para o bebê.

O amor que este bebê precisa no início da vida, é a presença materna, o seio que acolhe e alimenta, o seio que acalma e traz o alfa. Para me tornar uma mãe que o meu bebê precisa, nesta fase, eu preciso abrir mão da mulher, profissional, esposa, pessoa que eu era até o nascimento dele, se queremos um futuro mais saudável para nossos filhos, é preciso deixar a maternidade nos transformar. É de uma presença materna de qualidade que nossos pequenos precisam para serem pessoas melhores no futuro. E eu preciso estar aberta a esta transformação para que a maternidade real e necessária aconteça, eu preciso saber que a partir do momento que o resultado do exame de sangue der positivo eu serei uma pessoa diferente e melhor para o outro e para mim mesma. E que eu possa ser a mãe que meu bebê precisa. Pois ele irá precisar muito, mas muito de mim.

Mude sem medo, sem receio das criticas da família, dos colegas de trabalho, da sociedade. Diga, sou diferente agora, sou uma pessoa careta sim, se for preciso, vou abrir mão de algumas coisas, mas serei uma mãe que o meu bebê precisa, serei uma pessoa que me sentirei em paz comigo mesma, por estar fazendo o que é necessário para que o futuro dele seja melhor e o meu também.

Muitas vezes a cobrança materna pode nos seguir e nos atrapalhar de ouvirmos nosso instinto materno, o qual toda mulher possui dentro de si. Ouça você mesma, é essa voz dentro de si, que muitas vezes te dita o caminho, aquele caminho que te traz paz na alma, mesmo que o mundo te diga que está errada, mas você sabe que lá no fundo é o melhor caminho a se tomar, essa voz que te ajuda a ser uma mãe melhor.

Para ser mãe é isso, abrir mão de mim mesma pela minha cria. Renunciar meu próprio eu, meus desejos, minhas ânsias para estar com meu bebê. Para estar com esse serzinho que precisa e clama por mim. Não dá para ser mãe sem ver nossa vida mudar, e ela irá virar de cabeça para baixo muitas vezes. Não dá para ser mãe sem olhar para esse bebê e querer fazer tudo que for possível para ver o sorriso que vem de volta, que muda nosso dia, nossa vida. Ser mãe não é nada fácil, nem todo mundo ensina, ninguém avisa, mas faz toda diferença ser uma mãe presente, uma mãe que se doa pelo seu filho. Faz a diferença na nossa vida e, melhor ainda, na vida dos nossos filhos.

Grupo de Estudos em Psicanalise

Apresentação do Grupo de Estudos em Psicanálise

Nosso grupo de estudos em psicanalise é presencial e on-line. Trabalhamos com livros e textos de autores com Sigmund Freud, Melanie Klein, Donald Winnicott, Wifred Bion, dentre outros. Nos encontramos uma vez por semana com duração de uma hora e meia. Com Investimento mensal de R$70,00.

Este grupo é destinado a pessoas que gostam da psicanalise, profissionais e estudantes da área que queiram conhecer, agregar, expandir seu conhecimento neste tema.

Com o grupo de estudos é possível agregar nos atendimento clínicos e, consequentemente, na vida pessoal.

Para mais informações, dias dos grupos e horários, entre em contato pelo telefone/whatsapp: (16) 98220-8272 – Débora Maciel.

POBREZA E RIQUEZA DE PERSONALIDADE

Por Débora Maciel – Psicanalista e Psicopedagoga

“Os que cuidam de crianças devem ser capazes de pensar em termos de pobreza e riqueza de personalidade” D. Winnicott

Esta frase me fez refletir…

Acredito que os pais precisam pensar nisto, em “pobreza e riqueza de personalidade”.

Estamos criando mais do que o futuro da nação, estamos construindo o futuro para nossos filhos. São eles, quebrados ou não, remontados ou não, embasados ou não, educados ou não, felizes ou não, sociáveis ou não, tristes ou não. São eles que viverão, são eles que enfrentarão um futuro lá na frente.

E mais do que qualquer coisa, nós como pais, precisamos pensar como queremos que eles estejam no futuro. Para isso é preciso construir um presente. Dai você me pergunta: Não vamos falar então em futuro? Vamos falar em presente? Presente!?!? Presente que ganhamos no aniversário, no dia das crianças, no natal???? E eu te respondo: NÃO… Este presente é muito mais do que isto, este presente refletirá o futuro para nossos pequenos, este presente os ajudará a encarar o futuro que está por vir.

Quando pensamos em personalidade, parece que sobe um frio pela espinha. Mas é para ser assustador e incentivador ao mesmo tempo. É para nos fazer pensar, e pensar realmente com garra e empenho. O que, ou melhor, como quero que meu filho esteja no seu futuro. Isto é muito maior do que se pode ver, vai além de corpo e mente, vai além de finanças e prosperidade, cargos ou faculdades.

Então é pensar em educação??? Não somente isto, é mais. É pensar em um serzinho que está aqui, que cabe em meu colo hoje e que amanhã estará dirigindo sua própria vida.

Ser presente, ser realmente PAI e realmente MÃE. Se mostrar disponível para seu filho.

E nos perguntamos: Mas o que é ser realmente PAI e MÃE???? Quando pensamos nisto, parece impossível, parece talvez inalcançável.

E eu te respondo: Para ser um verdadeiro e real PAI e MÃE basta estar com seu filho de alma, coração e presença. Basta rolar no chão, ficar descalço, brincar, dar gargalhadas, jogar bola, andar de bicicleta, assistir TV, desenhar, ler, pintar… Deixe se levar pela brincadeira com seu filho, deixe que ele te conduza. Por um momento seja apenas o parceiro de brincadeira do seu filho. Isto é ser presente, isto é pensar no futuro para eles, isto é riqueza de personalidade. Trazer esta riqueza para sua criança é muito mais do que qualquer outro valor imaginável ou não. Isto é o real valor para uma personalidade bem embasada e com “tijolos” saudáveis.

Convido você a pensar em criar momentos e oportunidades para a criação de “riquezas de personalidade” para nossos pequenos. Pense em um dia de cada vez: só por hoje eu conseguirei e irei dormir com a sensação de uma tarefa bem realizada e concreta para mim e nossos filhos. Nossos filhos precisam de nós hoje, agora. “O amanhã trará suas próprias preocupações”, vamos nos empenhar a realizar o hoje.

Esteja mais disponível para sua criança e com certeza você começará a ver que educar começa a ficar um pouco mais fácil e alcançável. Você se sentirá fazendo o “certo” e, com isto, se cobrará menos, não com o intuito de relaxo, mas com o intuito de tranquilidade e de fluidez. “Ouça e se perceberá sendo ouvido”. Eles precisam se sentirem seguros e guiados e quando nos fazemos disponíveis e estamos ali realmente presentes, uma luz no final do túnel da educação é mais visível e existirá.  

E é só isso!?!?!?! Para ser sincera… não, não é só isso, mas se pode começar por aqui e, com certeza, grande passo já se terá dado.

Créditos (foto): https://publicidadeecerveja.files.wordpress.com

Receita Areia Comestível ou Areia Caseira

Você quer uma brincadeira que as crianças amam? Quer uma brincadeira para se brincar em dias chuvosos? Uma brincadeira que dá para os bebês brincarem sem risco de engolir e fazer mal? Então lá vai uma super ideia… AREIA COMESTÍVEL ou AREIA CASEIRA.

E vamos a receita:

RECEITA: 8 xícaras de farinha e 1 xícara de óleo.

MODO DE PREPARO: Coloque a farinha em um recipiente e vá misturando lentamente o óleo, até obter uma textura de areia. acrescente aos poucos o óleo para não ficar muito “molhada” e quando perceber que a consistência já estiver de areia não acrescente mais óleo.

DICAS: 1 – Na receita que fiz não utilizei todo o óleo, se você perceber que ficou muito “molhada” acrescente mais farinha até obter a consistência de areia. 2 – Você pode conservar na geladeira e reutilizá-la outras vezes. 3 – Não precisa se preocupar se por um acaso a criança vier a colocar na boca ou ingerir. 4 – Faça junto com seu filho(a) e comece a diversão mais cedo. 5 – Utilize baldes e forminhas a diversão ficará mais interessante.

Aproveite a dica e coloque em prática essa brincadeira e se divertir com as crianças.

Faça e poste fotos com a #tratamenteblog e compartilhe sua experiencia aqui nos comentários.

BOM DIVERTIMENTO!!!!

Créditos (foto): https://br.freepik.com

Minicurso: Desfralde com Respeito

Minicurso: Amamentação e o Emocional Mãe e Bebê

A Amamentação

Por Débora Maciel – psicanalista e psicopedagoga

Logo que o bebê nasce, não existe um consciente e um inconsciente, o que há é apenas um complexo anatômico e fisiológico com o potencial para o desenvolvimento de uma personalidade. O consciente aqui neste momento é a mãe. A continuidade é a base para o desenvolvimento da personalidade, a continuidade que está implícita na ideia que tudo que fez parte do indivíduo não se perde, pode nunca vir a se tornar consciente, mas estará lá em algum lugar (WINNICOTT, 2013).

Para que um dia o potencial venha se manifestar é preciso que o indivíduo viva em condições ambientais adequadas. É interessante falar da maternagem suficientemente boa e lembrar que o bebê tem a “dependência absoluta” da mãe nesta fase e, depois, a próxima fase a levará até a “dependência relativa” tudo seguindo para uma independência (WINNICOTT, 2013).

As mães tentem se colocar no lugar do bebê para descobrir o que ele precisa naquele determinado momento. É claro que elas continuando sendo elas e que assumem a vulnerabilidade do bebê por alguns meses e que logo serão capazes de sair desta situação especial.

Embora a psicanálise se baseie na verbalização e a dê certa importância, Winnicott diz que a comunicação entre a mãe e seu bebê é silenciosa. “O bebê não ouve nem registra a comunicação, apenas o efeito da confiabilidade” (2013, p. 87). O que é registrado no decorrer de seu desenvolvimento é a segurança e confiabilidade. O bebê só terá conhecimento da comunicação quando esta confiabilidade lhe faltar, aqui vemos a diferença de possuir ou não o amor humano.

Em qualquer idade a criança precisa de ser amparada afetuosamente, ela necessita de forma física de amor, a qual foi naturalmente dada a ela pela mãe quando a transportou no ventre e a segurou no colo. As mães desenvolvem uma capacidade de identificar o bebê que vai de encontro com a necessidade básica do recém-nascido, o que ninguém ou máquina poderia imitar e também não pode ser ensinado. É num abraço bem seguro que a mãe consegue passar para o bebê muito mais do que segurá-lo, neste abraço ela passa segurança, carinho, atenção, aconchego e, neste momento, é tudo que o recém-nascido mais precisa.

É quando a mãe segura seu bebê que começa a comunicação entre eles, a mais importante comunicação entre eles. Neste movimento tem-se duas coisas importantes, “a mãe segurando o bebê, e este sendo segurado e atravessando rapidamente uma série de fases do seu desenvolvimento que são de extrema importância para a sua afirmação domo pessoa” (WINNICOTT, 2013, P. 86). O desenvolvimento do bebê ocorrerá dependendo da forma como ele for segurado e manipulado.

Profissionais da área da saúde podem dizer que não existe nada nas relações humanas que seja mais poderoso que o vínculo entre um bebê e uma mãe (seio) durante o período da amamentação. A relação do bebê com sua mãe durante o processo de amamentação é muito intensa. Essa relação inclui a excitação da expectativa, a experiência da atividade durante a amamentação, a sensação de gratificação, o repouso ou acalmaria da tensão instintiva resultante da satisfação.

Além disso, há as relações da criança com a mãe durante a amamentação e as experiências excretoras que comportam uma excitação em si e um clímax. O conjunto destas relações constitui uma tarefa para a criança, um deles é o instinto, que é despertado, e o outro é que a mãe constitui o meio circundante e a provedora das suas necessidades básicas.

Quando a criança vai conhecendo a mãe e descobrindo tudo que ela é e faz por ela, esta tem o desejo de retribuir por tudo que ela lhe forneceu. A partir daí, a criança se converte em ser humano também, com a capacidade de reter o momento de carinho e atenção, a qual deve alguma coisa que ainda não foi pago. Neste momento, dá se origem à sensação de culpa e da capacidade infantil para sentir-se triste se a mãe amada está ausente. Se a mãe tiver existo em uma amamentação satisfatória e como uma pessoa única na vida da criança durante um certo período de tempo, o desenvolvimento emocional da criança terá percorrido o caminho para um desenvolvimento saudável.

A mãe que não pode amamentar seu bebê no peito por algum motivo e adere a mamadeira ou outro meio de amamentação, consegue realizar uma grande parte de estabelecer a relação humana, proporcionando a gratificação instintiva nos momentos de excitação alimentar. Porém parece que, as mães que são aptas a amentarem seus filhos no peito estão propensas a encontrarem uma experiência mais rica para si própria no ato de amamentar, e isso, parece que contribui para o estabelecimento das relações entre os dois mais cedo.

É comprovado que além disso tudo, o bebê tem ideias, isso é de extremo valor para estudos relacionados a alimentação ao peito materno.

Todas as funções são elaboradas na psique, e mesmo no início há uma fantasia associada à excitação e à experiência alimentar. A fantasia, tal como se depreende, é a de um implacável ataque ao seio materno e, finalmente, à mãe, logo que a criança se apercebe de que pertence à mãe o seio que é atacar. Há um elemento agressivo muito forte no primitivo impulso de amor, que é o impulso para mamar. Nos termos da fantasia de uma data ligeiramente posterior, a mãe é implacavelmente atacada e, embora só uma pequena parcela de agressão seja observável, não é possível ignorar o elemento destrutivo nas pretensões da criança. A amamentação satisfatória faz cessar fisicamente a orgia e circunscreve também a experiência fatansiosa, não obstante, desenvolve-se um elevado grau de apreensão por causa das ideias agressivas logo que a criança começa a ter discernimento bastante para concluir que o seio que era atacado e esvaziado é parte integrante da própria mãe.” (WINNICOTT, 1964, P. 58 e 59).

O bebê que é amamentado no peito logo começa a ter a capacidade de usar objetos que se pareçam ou lembrem o seio materno e, consequentemente, da mãe. Ele usa o punho, o dedo ou dedos, um pedaço de tecido, ou um brinquedo para representar a relação dela com a mãe. Quando a ideia do seio é incorporada à criança através de experiências concretas, apenas um objeto passará a representar o seio materno.

A mãe também cria “os fundamentos da força de caráter e da riqueza de personalidade do indivíduo” (p.20). Com uma base positiva, a criança a oportunidade de se lançar no mundo de uma forma criativa, também poderá desfrutar e usar o que  ele tem a lhe oferecer. Porém é possível que se a criança não tiver um bom começo não poderá desfrutar e aproveitar nada disso. Com isso pode-se dizer que tempos então “os que têm” e “os que não têm”, isto tudo a ver com aqueles que começaram bem suas vidas e com aqueles que não tiveram um bom começo.

Neste ponto pode-se falar de “seio bom”, o que significa que a criança teve uma maternidade e uma paternidade satisfatória. Isso está relacionado não apenas à amamentação, está relacionado também com o ato de ter sido bem cuidado, segurado e manipulado de forma satisfatória. Em um determinado período do desenvolvimento do bebê, ele tem o impulso de morder, isto trata-se da crueldade, mesmo tendo dentes, a ideia não é de ferir, a função é que se sobreviva. Nesta fase o bebê encontrará um novo significado para o amor e uma novidade surgirá, a fantasia.

A saúde mental do indivíduo é construída desde o início, quem contribui para esta construção é a mãe, oferecendo, o que Winnicott chama de, um ambiente facilitador (“um ambiente em que os processos evolutivos e as interações naturais do bebê com o meio podem desenvolver-se de acordo com o padrão hereditário do indivíduo” – WINNICOTT, 2013, P.20). A mãe que segura seu bebê adequadamente significa que ela foi capaz de atuar como um ego auxiliar, desta forma seu bebê possui um ego desde o primeiro instante. Este ego é frágil e pessoal, mas impulsionado pela adaptação sensível da mãe e com a capacidade de identificar-se com ele, com relação as suas necessidades básicas.

Créditos (foto): https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSJel9Xj43cKsdtAcDOvodQOfwp7CnuCTCiH1-NHKKylbWPhVKd

FELIZ DIA DOS PAIS ♥️♥️♥️

Parabéns a todos os papais!!! Que Deus abençoe vocês!!! É o que desejamos de coração!!😍😍😍👏👏👏👏

%d blogueiros gostam disto: